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Catálogo > Livros > Projectos Especiais > José Júlio - Vida e Tauromaquia

José Júlio - Vida e Tauromaquia

Alberto Franco

30,00 € 27,00 € (-10%)

José Júlio, toureiro de gerações

Apesar da distância etária, ainda fui a tempo de o ver tourear em muitas ocasiões ao longo de quatro décadas. Não sabia eu, nem ninguém podia imaginar, que tal fosse possível. Os toureiros não são eternos (às vezes a sua memória, sim) e mais de 20 anos no ativo em plano de figura é quase um milagre. Por razões geracionais, não tive o privilégio de o ver nos anos gloriosos das décadas de 50 e 60. Porém, como para todos os vilafranquenses, José Júlio tornou-se para mim um ídolo, quase mitológico. Uma lenda viva. Os ecos desse tempo, e dos “Olés” que se soltaram dos peitos emocionados de então, chegaram ainda fortes até mim e, estou em crer, ainda hoje se repercutem nos peitos dos jovens da nossa terra.

Quando falamos de José Júlio falamos, portanto, de um toureiro de gerações. Foi o ídolo dos aficionados com a idade que teriam hoje os meus pais. Em todo o mundo, mas de forma especialmente empática na sua Vila Franca de Xira. Foi e é o ídolo dos aficionados e dos não aficionados da minha geração. É um ídolo para os meus filhos que ainda o viram tourear. Será um mito, uma lenda, que será passada aos meus netos e, pela boca destes – e agora com a ajuda preciosa que será dada pelo livro “José Júlio, Vida e Tauromaquia” – aos filhos deles.

Essa é a realidade sociológica. Homens excecionais tornam-se heróis imortais, pois perduram na memória do seu povo. Porém, a pergunta mais pertinente é taurológica. Evoluindo o toureio como tem evoluído nos últimos 60 anos, como pode um matador de toiros atravessar assim, sempre em glória, todo esse tempo? A resposta mais óbvia parece ser a de que se foi adaptando, ou melhor, que foi adaptando a sua forma de tourear, ao sabor dos tempos. Mas isso, em tauromaquia, é materialmente impossível. “Se tórea cómo se és”, dizia Belmonte, e os bons toureiros são pessoas de personalidade forte, que não mudam com as modas. Creio que o segredo de José Júlio é que praticou, como Belmonte ou Pepe Luís Vasquez, um toureio eterno.

Um toureio baseado não em excecionais aptidões atléticas inatas – embora, como profissional, nunca tivesse deixado de cuidar da sua condição física – mas precisamente nesse segredo belmontista que consiste em esquecer-se do corpo, porque o toureio “é obra do espírito”. Tornando o toureio, mesmo perante toiros das mais encastadas ganadarias, um bailado feito de leveza e sedução. Arte pura e fantasia do diestro que, com os pés pregados no chão, parece que vai pairando no ar enquanto o bruto se entrega levado nos voos dos enganos com que se toureia de verdade.

Falar de José Júlio é falar de arte e de estoicismo. Da grandeza do toureio e da coragem de enfrentar com galhardia os inimigos de dentro e de fora das arenas.

Neste momento em que Vila Franca lhe presta uma justa homenagem e em que se cumpre o sonho do maestro editar o livro da sua vida e da sua tauromaquia, a minha pena é que não possamos ouvir o testemunho de Manuel dos Santos, José Falcão, “Galinha”, Bacatum, Carlos Falcão, João Villaverde, Carlos Costa “Choni”, João Mascarenhas, José António Lázaro, “Cabo Quim” e do seu irmão mais velho Orlando Vieira, e de tantos outros que, melhor que ninguém, poderiam explicar que homem excecional é José Júlio e que toureiro magistral é esse diestro que é de Vila Franca.

Vila Franca deve-lhe muito, como ele deve a Vila Franca. José Júlio foi retribuindo na arena, Vila Franca está a reconhecer a importância dessa figura incontornável da nossa história através da exposição que lhe dedica e do suporte dado pela Câmara Municipal à edição do livro “José Júlio, vida e tauromaquia”. Mas ficam a faltar três atos de reconhecimento: a construção de uma estátua em honra do primeiro matador de toiros nascido nesta terra, a atribuição do seu nome a uma artéria importante da cidade, e a atribuição, pelo Presidente da República, de uma condecoração que ele tanto fez por merecer.

Enquanto existir um Vilafranquense, a divisa “É de Vila Franca e chama-se José Júlio” ecoará sempre como um grito de afirmação da nossa identidade, um farol da nossa memória coletiva, uma bandeira que se cola ao nosso corpo como uma segunda pele e ao nosso caráter como uma bênção.

Vaya Toreiro!

Luís Capucha

Ano de edição: 2016

Formato: 24x31,5cm

Encadernação: capa dura

Páginas: 200 a cores

Classificação: Projectos Especiais

 

José Júlio - Vida e Tauromaquia

 
 
     
 

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